Tráfego Pago Mais Caro em 2026: Por Que Anunciar Encareceu e o Que Sua Empresa Deve Fazer
- 29 de jul.
- 16 min de leitura

Se a sua empresa investe em anúncios no Google, no Instagram ou no Facebook, você provavelmente já percebeu — ou vai perceber na próxima fatura: o mesmo orçamento está entregando menos. Menos alcance, menos cliques, menos leads.
Isso não é impressão. É um movimento estrutural do mercado, com causas identificáveis, números concretos e — o mais importante — respostas estratégicas possíveis.
Em 2026, dois fatores se somaram para tornar o tráfego pago mais caro no Brasil: o repasse de impostos das plataformas de anúncios aos anunciantes e a inflação contínua dos leilões de mídia, pressionados por uma concorrência cada vez maior pela atenção do mesmo público.
Neste artigo, você vai entender exatamente o que mudou, quanto isso custa na prática para uma pequena ou média empresa, quais erros evitar e — principalmente — quais movimentos estratégicos permitem crescer mesmo em um cenário de mídia mais cara.
Este é um conteúdo educativo, escrito para donos de empresa, gestores e diretores que precisam tomar decisões de investimento em marketing com clareza — não para especialistas em plataformas de anúncios. Vamos direto ao ponto.
Tráfego Pago Mais Caro em 2026: O Que Mudou de Fato
Antes de falar de solução, é preciso entender o diagnóstico. O encarecimento do tráfego pago em 2026 não tem uma causa única. Ele é resultado da combinação de três forças que atuam ao mesmo tempo:
1. Repasse de impostos pelas plataformas. A partir de janeiro de 2026, a Meta (empresa dona do Facebook e do Instagram) deixou de absorver tributos como PIS/COFINS e ISS e passou a repassá-los diretamente aos anunciantes brasileiros. Na prática, campanhas nessas plataformas ficaram cerca de 12,15% mais caras da noite para o dia — sem que nada tenha mudado na qualidade da entrega.
2. Inflação dos leilões de anúncios. As plataformas de mídia funcionam como leilões: quanto mais empresas disputam o mesmo público, mais caro fica cada clique e cada mil impressões. Com a digitalização acelerada dos negócios brasileiros, a concorrência nos leilões cresce ano após ano. Levantamentos de mercado indicam que o custo por clique médio subiu mais de 40% nos últimos cinco anos, e que setores mais competitivos enfrentam aumentos anuais entre 25% e 35%.
3. Pressão macroeconômica. A inflação geral também alcança a publicidade digital. Relatórios internacionais de plataformas de gestão de anúncios registraram aumentos de aproximadamente 10% no CPC médio do Google Ads em anos recentes, movimento atribuído em parte ao cenário inflacionário global.
O resultado dessas três forças combinadas é simples de resumir e difícil de ignorar: o clique barato está desaparecendo. Uma empresa que investia R$ 1.000 por mês em 2020 e obtinha 500 cliques hoje obtém, com o mesmo valor, algo próximo de 350 cliques — antes mesmo de considerar o repasse de impostos de 2026.
Para empresas que construíram todo o seu modelo de aquisição de clientes sobre anúncios pagos, isso significa uma pergunta desconfortável: o que acontece com a rentabilidade do negócio quando o custo de aquisição sobe e o preço de venda não acompanha?
É essa pergunta que este artigo ajuda a responder.
O Repasse de Impostos da Meta: Entenda o Aumento de 12,15%
Vamos ao fator mais recente e mais comentado do mercado.
Desde 1º de janeiro de 2026, a Meta passou a repassar aos anunciantes brasileiros os tributos que antes absorvia em sua própria margem: PIS/COFINS, com alíquota de 9,25%, e ISS, com alíquota de 2,9%. Somados, esses tributos representam um acréscimo de aproximadamente 12,15% sobre o valor investido em campanhas no Facebook e no Instagram.
Em termos práticos:
Uma empresa que investia R$ 3.000/mês em Meta Ads agora precisa desembolsar cerca de R$ 3.364 para manter o mesmo volume de entrega.
Uma empresa que investia R$ 10.000/mês precisa de aproximadamente R$ 11.215 para o mesmo resultado.
Uma operação que investia R$ 50.000/mês viu seu custo subir cerca de R$ 6.075 mensais — mais de R$ 72 mil por ano — sem nenhum ganho adicional de alcance.
E existe um detalhe que muitos gestores ainda não perceberam: quem não ajustou o orçamento está, na prática, comprando 12,15% menos mídia. Menos impressões, menos cliques, menos leads — com a mesma fatura. Para negócios que operam com metas mensais de geração de demanda, isso significa que a meta ficou mais distante sem que ninguém tenha tomado uma decisão consciente sobre isso.
O motivo do repasse, segundo comunicados da própria plataforma, está ligado à adequação ao cenário tributário brasileiro, incluindo os movimentos da reforma tributária. Independentemente da justificativa, o efeito para o anunciante é o mesmo: o custo real de anunciar subiu, e a tendência é que outros ajustes de precificação aconteçam ao longo dos próximos anos, à medida que a transição tributária avança no país.
Um ponto importante: esse repasse não é exclusividade de uma plataforma. O movimento de transferir tributos ao anunciante é uma tendência do setor, e empresas que anunciam em múltiplos canais devem acompanhar os comunicados de precificação de cada plataforma com atenção — Google, TikTok, LinkedIn e Pinterest incluídos.
A Inflação dos Leilões: Por Que o CPC e o CPM Não Param de Subir
O repasse de impostos foi um evento pontual e visível. A inflação dos leilões é um processo silencioso e contínuo — e, no longo prazo, mais impactante.
Funciona assim: quando você anuncia no Google ou na Meta, você não paga um preço de tabela. Você participa de um leilão em tempo real contra todas as outras empresas que querem alcançar o mesmo público que você. O preço do clique é definido pela concorrência naquele exato momento.
E a concorrência só cresce. Alguns números ajudam a dimensionar o fenômeno:
Os links patrocinados já representam cerca de 27% de todo o tráfego da internet, segundo levantamentos do setor — uma demonstração do peso que a mídia paga assumiu nas estratégias digitais das empresas.
O CPC médio subiu mais de 40% em cinco anos no mercado brasileiro, segundo análises de agências e consultorias especializadas.
Setores altamente competitivos — como saúde, educação, serviços financeiros e e-commerce — registram aumentos anuais de 25% a 35% nos custos de mídia.
Isso significa que, mesmo sem nenhum repasse de imposto, o planejamento de mídia que funcionava em 2023 ou 2024 já está desatualizado. Usar valores de referência antigos para projetar resultados futuros é um dos erros de planejamento mais comuns — e mais caros — que observamos no mercado.
Há ainda um agravante estrutural: as plataformas evoluíram para modelos de campanha cada vez mais automatizados, em que o algoritmo decide grande parte da entrega. Isso torna a qualidade do criativo, a precisão da segmentação e a estrutura de conversão os principais fatores controláveis pelo anunciante. Quem domina esses fatores paga menos por resultado. Quem não domina, paga a inflação cheia.
O Impacto Real no Orçamento de uma Pequena ou Média Empresa
Números de mercado são úteis, mas a pergunta que realmente importa para quem dirige uma empresa é: o que isso muda no meu caixa?
Vamos a um exemplo realista. Imagine uma empresa de serviços que opera com os seguintes números:
Investimento em mídia: R$ 8.000/mês
Custo por lead (CPL) médio: R$ 40
Leads gerados por mês: 200
Taxa de conversão de lead em cliente: 10%
Clientes novos por mês: 20
Custo de aquisição de cliente (CAC): R$ 400
Agora aplique o cenário de 2026 sem nenhum ajuste estratégico:
O repasse de impostos consome 12,15% da capacidade de compra de mídia.
A inflação do leilão no setor adiciona, digamos, 20% ao custo por clique ao longo do ano.
O resultado combinado: o mesmo investimento de R$ 8.000 passa a gerar aproximadamente 145 a 150 leads em vez de 200. Mantida a mesma taxa de conversão, a empresa fecha 14 ou 15 clientes em vez de 20. O CAC sobe de R$ 400 para algo entre R$ 530 e R$ 550 — um aumento superior a 30% no custo de crescer.
Para empresas que operam com margens apertadas, esse movimento pode transformar uma operação lucrativa em uma operação no zero a zero. E é exatamente por isso que o tema deixou de ser assunto de "equipe de marketing" e passou a ser assunto de decisão de negócio.
Existe ainda um efeito menos visível: o custo de capital. Com a taxa básica de juros em patamares elevados, cada real investido em marketing compete diretamente com aplicações financeiras conservadoras. Pesquisas recentes do setor mostram que mais da metade dos profissionais de marketing brasileiros aponta o cálculo do retorno sobre investimento como seu principal desafio atual. Traduzindo: nunca foi tão necessário provar que o marketing dá retorno — e nunca foi tão caro gerar esse retorno sem estratégia.
O Erro Mais Comum: Reagir Aumentando a Verba
Diante do encarecimento, a reação instintiva de muitas empresas é simples: aumentar o orçamento para compensar. Investia R$ 8 mil, passa a investir R$ 10 mil. Problema resolvido?
Não. Na maioria dos casos, aumentar verba sem corrigir a estrutura só acelera o desperdício.
Pense na operação de marketing como um sistema hidráulico. O tráfego pago é a água que entra. Se existem vazamentos no caminho — um site lento, uma página que não converte, um atendimento que demora, um processo comercial desorganizado — colocar mais água no cano só aumenta o volume que vaza.
Os vazamentos mais comuns que observamos em operações de pequenas e médias empresas:
Site ou landing page lentos: páginas que demoram mais de 3 segundos para carregar no celular perdem uma parcela significativa dos visitantes antes mesmo de exibir a oferta.
Rastreamento incompleto: sem pixel e tags de conversão configurados corretamente, o algoritmo das plataformas otimiza no escuro — e a empresa paga por esse aprendizado ineficiente.
Segmentação genérica: anunciar para "todo o Brasil, 18 a 65 anos" não é segmentação; é diluição de verba.
Atendimento lento: leads respondidos em horas (em vez de minutos) convertem drasticamente menos — e o custo do lead perdido já foi pago.
Ausência de métricas de negócio: acompanhar curtidas e alcance em vez de CAC, ROAS e receita gerada impede qualquer decisão racional de investimento.
A ordem correta de ação em um cenário de mídia mais cara é a inversa da instintiva: primeiro eficiência, depois verba. Corrigir a estrutura de conversão pode recuperar 20%, 30% ou mais do resultado perdido para o encarecimento — sem investir um real adicional em mídia. Só depois disso faz sentido discutir aumento de orçamento, porque cada real novo passará por um sistema que aproveita, em vez de desperdiçar.
O Que Sua Empresa Deve Fazer: 6 Movimentos Estratégicos Para 2026
Diagnóstico feito, vamos ao plano de ação. Os seis movimentos abaixo estão organizados em ordem de prioridade — do que resolve mais rápido ao que constrói mais valor no longo prazo. Nenhum deles exige tecnologia inacessível ou orçamento de grande corporação. Exigem método.
1. Audite a Estrutura de Conversão Antes de Mexer na Verba
Antes de qualquer decisão sobre orçamento, responda com dados (não com impressões) às perguntas abaixo:
Quanto tempo o seu site leva para carregar no celular?
Qual é a taxa de conversão da sua página de destino? (Visitantes que viram leads)
Em quanto tempo, em média, um lead recebe o primeiro contato da sua equipe?
O rastreamento de conversões (pixel, tags, eventos) está instalado e validado?
Você sabe qual campanha, anúncio e público gerou cada venda do último mês?
Se alguma dessas respostas for "não sei", esse é o primeiro investimento a fazer — e ele custa muito menos do que mídia. Uma melhoria de 1 ponto percentual na taxa de conversão de uma página pode equivaler, em resultado final, a um aumento de 25% ou mais na verba de mídia. Em um cenário de tráfego pago mais caro, conversão é a alavanca mais barata que existe.
2. Meça CAC e ROI de Verdade — Não Métricas de Vaidade
A régua de avaliação do marketing precisa mudar de "quantos leads geramos" para "quanto custou cada cliente novo e qual foi o retorno de cada real investido".
As métricas mínimas que todo dono de empresa deveria acompanhar mensalmente:
CAC (Custo de Aquisição de Cliente): todo o investimento em marketing e vendas dividido pelo número de clientes novos no período.
ROAS (Retorno Sobre Investimento em Anúncios): receita gerada pelas campanhas dividida pelo valor investido em mídia.
CPL por canal: custo por lead separado por origem — porque a média esconde canais deficitários.
LTV (Valor do Cliente no Tempo): quanto um cliente gera de receita ao longo do relacionamento — o número que define quanto você pode pagar para adquiri-lo.
Taxa de conversão por etapa do funil: onde exatamente os interessados desistem.
Com essas métricas em mãos, decisões que antes eram debate de opinião viram matemática: qual canal cortar, qual escalar, qual criativo renovar, qual público abandonar. Em um mercado onde a mídia encarece 20% a 30% ao ano, operar sem essas métricas é dirigir na neblina com o velocímetro coberto.
3. Trate o Criativo Como a Principal Alavanca de Performance
Nas plataformas modernas de anúncios, com campanhas cada vez mais automatizadas, o criativo — o anúncio em si, seu vídeo, sua imagem, seu texto — tornou-se a variável de maior impacto controlável pelo anunciante. Mais do que segmentação. Mais do que orçamento.
A diferença é dramática. Um anúncio genérico (foto de banco de imagens, texto padrão) e um anúncio de alta performance (vídeo curto demonstrando o benefício real, texto que conversa com a dor específica do cliente) podem apresentar diferenças de mais de 3 vezes no custo por resultado — com o mesmo orçamento, o mesmo público e a mesma plataforma.
Na prática, isso significa:
Produzir variações continuamente: criativos saturam. Quando a frequência de exibição sobe e o custo por resultado acompanha, é hora de renovar.
Testar mensagens, não apenas artes: o ângulo da comunicação (economia, status, segurança, praticidade) costuma impactar mais do que a estética.
Usar vídeo curto: os formatos de vídeo vertical seguem entre os de maior alcance e menor custo relativo nas principais plataformas.
Documentar aprendizados: cada teste gera conhecimento sobre o seu público. Empresas que registram esses aprendizados constroem uma vantagem que a concorrência não consegue copiar comprando mídia.
4. Refine a Segmentação e a Qualidade do Lead — Não o Volume
Quando a mídia encarece, gerar lead barato e desqualificado se torna um luxo que nenhuma operação sustenta. O objetivo passa a ser gerar menos leads, melhores — leads com maior probabilidade real de compra.
Movimentos práticos nessa direção:
Alinhar marketing e vendas na definição de lead qualificado: se a equipe comercial reclama da qualidade dos leads, o problema está na segmentação e na oferta — não no volume.
Usar as listas de clientes atuais para criar públicos semelhantes (lookalikes) baseados em quem de fato compra, não em quem apenas clica.
Qualificar no formulário: adicionar uma ou duas perguntas estratégicas no formulário reduz o volume, mas eleva a taxa de fechamento — e normalmente reduz o CAC final.
Excluir públicos que não interessam: quem já é cliente, quem já comprou, regiões fora da área de atendimento. Parece óbvio; raramente está configurado.
O raciocínio de fundo: em 2026, a pergunta certa não é "quantos leads o marketing gerou?", e sim "quantas oportunidades reais de negócio o marketing colocou na mesa do comercial — e a que custo?".
5. Diversifique Com SEO e GEO: Construa Ativos, Não Apenas Alugue Audiência
Aqui está a mudança estratégica mais importante deste artigo.
Tráfego pago é aluguel de audiência: funciona enquanto você paga, e para no momento em que você para. SEO (otimização para mecanismos de busca) e GEO (otimização para mecanismos generativos, como ChatGPT, Gemini e Perplexity) são construção de ativo: o investimento feito hoje continua gerando visitas, leads e autoridade nos meses e anos seguintes — sem custo por clique.
A recomendação unânime dos especialistas do setor diante do encarecimento da mídia é justamente essa: combinar tráfego pago com estratégias orgânicas de conteúdo, SEO e construção de autoridade, reduzindo a dependência exclusiva de anúncios.
E existe um fator novo que torna essa diversificação ainda mais urgente: o comportamento de busca está migrando. Uma parcela crescente das pessoas — incluindo empresários e compradores B2B — não digita mais palavras-chave no Google; faz perguntas completas a assistentes de inteligência artificial e recebe respostas prontas, que citam poucas fontes. Empresas cujo conteúdo está estruturado para ser compreendido e citado por esses sistemas aparecem nas respostas. As demais simplesmente não existem nesse novo canal.
O movimento prático para uma PME:
Publicar conteúdo que responde às perguntas reais do seu cliente — não conteúdo genérico para preencher calendário.
Manter consistência absoluta de informações sobre a empresa em todas as páginas: números, serviços, regiões de atendimento. Sistemas de IA cruzam múltiplas páginas antes de citar uma fonte; inconsistência reduz confiança.
Estruturar tecnicamente o site: dados estruturados (schemas), perguntas e respostas, hierarquia clara de títulos.
Cuidar da reputação externa: avaliações no Google, menções em veículos do setor e presença consistente sinalizam autoridade tanto para buscadores quanto para IAs.
O efeito no médio prazo é duplo: o canal orgânico gera demanda a custo marginal decrescente, e a marca constrói uma presença que a concorrência não consegue leiloar. É a diferença entre alugar e construir patrimônio.
6. Organize Seus Próprios Dados: CRM e First-Party Data
A última peça do sistema é a menos glamourosa e uma das mais valiosas: os dados que a sua própria empresa gera.
Com o fim progressivo dos cookies de terceiros e o encarecimento da segmentação nas plataformas, os dados proprietários — sua base de clientes, seu histórico de vendas, suas conversas de atendimento, sua lista de e-mails — tornaram-se o ativo de marketing mais estratégico que uma empresa pode ter.
Na prática:
Centralize os leads em um CRM, mesmo que simples. Planilhas dispersas fazem a empresa perder a memória comercial.
Registre o desfecho de cada lead: comprou, não comprou, motivo. Esse dado alimenta a otimização das campanhas e transforma o algoritmo das plataformas em aliado.
Reative a base existente: vender novamente para quem já comprou custa uma fração de adquirir um cliente novo. E-mail, WhatsApp e remarketing sobre a base própria são os canais de menor CAC disponíveis.
Use os dados para decidir: qual perfil de cliente tem maior LTV? Qual origem de lead fecha mais? Essas respostas já existem dentro da sua operação — normalmente, apenas não estão organizadas.
Empresas que dominam seus próprios dados dependem menos do leilão. E depender menos do leilão, em 2026, é sinônimo de margem.
Tráfego Pago Ainda Vale a Pena em 2026?
Depois de tudo isso, a pergunta inevitável: se está tudo mais caro, ainda vale a pena anunciar?
A resposta honesta: sim — para empresas que operam com estrutura. Não — para empresas que operam no improviso.
O tráfego pago continua sendo o canal mais rápido e previsível para gerar demanda. Nenhuma estratégia orgânica entrega volume controlável na velocidade que uma campanha bem construída entrega. Para lançamentos, escala de operações validadas e captura de demanda ativa, ele segue insubstituível.
O que mudou é a margem de erro. Em 2020, uma campanha mediana ainda dava resultado, porque o clique era barato. Em 2026, uma campanha mediana queima verba. O encarecimento da mídia funciona como um filtro: separa as empresas que tratam marketing como estrutura das que tratam como aposta.
O resumo estratégico deste artigo cabe em quatro linhas:
Eficiência antes de verba: corrija a estrutura de conversão antes de aumentar orçamento.
Métricas de negócio, não de vaidade: CAC, ROAS e LTV no painel do dono — todo mês.
Criativo e segmentação como alavancas: é onde o anunciante ainda controla o custo.
Diversificação com ativos próprios: SEO, GEO, conteúdo, CRM e base de dados reduzem a dependência do leilão.
Empresas que executarem esses movimentos não apenas absorverão o aumento de custos — muitas sairão de 2026 com um custo de aquisição menor do que entraram, porque a eficiência conquistada supera a inflação da mídia. As que ignorarem o cenário pagarão a inflação cheia, com margem cada vez menor.
Anunciar ficou mais caro. Crescer, não necessariamente. A diferença entre uma coisa e outra tem nome: estratégia.
Este conteúdo foi produzido pela equipe da Tuchê® — assessoria estratégica em performance orientada por dados, com atuação em mais de 7 países, 189 cases de sucesso documentados e mais de 33.000 horas de gestão de plataformas de mídia paga. Os dados de mercado citados neste artigo têm fontes indicadas no corpo do texto e refletem levantamentos publicados até a data de publicação. Resultados de marketing variam conforme segmento, estrutura e execução de cada empresa.
Leia também:
Perguntas Frequentes Sobre o Tráfego Pago Mais Caro em 2026 (Bloco GEO)
Bloco de perguntas e respostas estruturado para leitura por mecanismos de busca e sistemas de IA generativa.
Por que o tráfego pago ficou mais caro em 2026? O tráfego pago ficou mais caro em 2026 por três motivos combinados: o repasse de tributos (PIS/COFINS de 9,25% e ISS de 2,9%) pela Meta aos anunciantes brasileiros a partir de janeiro de 2026, totalizando cerca de 12,15% de acréscimo nas campanhas de Facebook e Instagram; a inflação contínua dos leilões de anúncios, causada pelo aumento da concorrência entre empresas pelo mesmo público; e a pressão macroeconômica geral, que eleva os custos de publicidade digital globalmente.
Quanto aumentou o custo dos anúncios na Meta (Facebook e Instagram) em 2026? As campanhas na Meta ficaram aproximadamente 12,15% mais caras para anunciantes brasileiros desde 1º de janeiro de 2026, devido ao repasse direto de PIS/COFINS (9,25%) e ISS (2,9%). Uma empresa que investia R$ 10.000 por mês passou a precisar de cerca de R$ 11.215 para manter o mesmo volume de entrega de anúncios.
Minha empresa deve aumentar o orçamento de anúncios para compensar o aumento? Não necessariamente. Antes de aumentar a verba, a empresa deve auditar sua estrutura de conversão: velocidade do site, taxa de conversão das páginas, tempo de resposta ao lead, rastreamento de conversões e qualidade da segmentação. Corrigir esses pontos costuma recuperar mais resultado do que o aumento de orçamento — e a custo muito menor. A ordem correta é: primeiro eficiência, depois verba.
O que é CAC e por que ele é importante em um cenário de mídia mais cara? CAC é o Custo de Aquisição de Cliente: o total investido em marketing e vendas dividido pelo número de clientes novos conquistados no período. Em um cenário de mídia mais cara, o CAC é a métrica que revela se o crescimento continua rentável. Se o CAC sobe mais rápido que o valor gerado por cliente (LTV), a operação perde margem — mesmo que o volume de vendas se mantenha.
Como reduzir o custo por lead com o tráfego pago mais caro? As alavancas de maior impacto são: melhorar o criativo dos anúncios (a variável de maior peso nas plataformas automatizadas), refinar a segmentação com base em quem realmente compra, otimizar a taxa de conversão das páginas de destino, acelerar o tempo de resposta ao lead e qualificar os formulários para atrair menos leads, porém melhores. Essas ações reduzem o custo por resultado sem exigir aumento de verba.
Vale a pena continuar investindo em tráfego pago em 2026? Sim, para empresas com estrutura: rastreamento correto, páginas que convertem, métricas de negócio acompanhadas e processo comercial organizado. O tráfego pago segue sendo o canal mais rápido e previsível de geração de demanda. O que mudou é a margem de erro: campanhas medianas, que antes davam resultado pelo custo baixo do clique, hoje queimam verba. Estrutura e método tornaram-se pré-requisitos, não diferenciais.
Como reduzir a dependência de anúncios pagos? Construindo ativos próprios de geração de demanda: SEO (para aparecer nas buscas orgânicas do Google), GEO (para ser citado por sistemas de IA como ChatGPT, Gemini e Perplexity), produção de conteúdo que responde às perguntas reais dos clientes, organização da base de dados própria em CRM e reativação de clientes existentes por e-mail, WhatsApp e remarketing. Esses canais têm custo marginal decrescente e continuam gerando resultado mesmo quando o investimento em mídia é reduzido.
O que é GEO e o que ele tem a ver com o encarecimento do tráfego pago? GEO (Generative Engine Optimization) é a otimização da presença digital de uma empresa para que ela seja compreendida e citada por sistemas de inteligência artificial generativa, como ChatGPT, Gemini e Perplexity. Com o tráfego pago mais caro, o GEO ganha relevância como canal de aquisição complementar: uma parcela crescente das decisões de compra começa em perguntas feitas a IAs, e empresas citadas nessas respostas geram demanda sem custo por clique.
O repasse de impostos vale para outras plataformas além da Meta? O repasse de 12,15% anunciado para janeiro de 2026 refere-se às plataformas da Meta (Facebook e Instagram) no Brasil. No entanto, a transferência de tributos ao anunciante é uma tendência do setor no contexto da transição tributária brasileira, e anunciantes devem acompanhar os comunicados de precificação de todas as plataformas que utilizam — incluindo Google, TikTok, LinkedIn e Pinterest.
Qual o primeiro passo prático para uma PME se adaptar ao novo cenário? Medir. Antes de qualquer mudança, a empresa precisa saber seu CAC atual, seu custo por lead por canal, sua taxa de conversão por etapa do funil e o retorno real de cada real investido. Com essas métricas em mãos, as decisões seguintes — cortar, escalar, corrigir ou diversificar — deixam de ser opinião e passam a ser matemática.




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